A REPRESENTAÇÃO NO TRC

Responsável: Marcelo Rodrigues

Em maio de 2018 ocorreu uma das maiores se não a maior paralisação já vista, feita por motoristas autônomos de caminhão que ora foi totalmente organizada por uma ferramenta fundamental nos dias de hoje chamado Whatsapp.

A rapidez na disseminação das informações entre os inúmeros grupos criados em todo território nacional teve um ponto de partida que obviamente foi o descontentamento da classe de trabalhadores com relação aos constantes aumentos no óleo diesel, onde a cada dia se fortalecia e conquistava a população pelas redes sociais, enquanto o tempo ia passando e as informações de bloqueios e mais bloqueios iam se formando as autoridades acuadas e sem saber por onde e com quem negociar viram-se à mercê de uma ameaça muito maior do que imaginavam, tanto que no auge da paralisação insumos básicos para abastecimento das cidades, hospitais, supermercados e etc., faltaram e nada podia-se fazer pra reestabelecer a ordem.

Em uma investida errada e de forma desesperada o governo procurou CNPJ’s para colocar a culpa, multou e colocou de alguma forma a população contra os empresários do TRC em um mesmo balaio que os originais atores de todo o movimento que nasceu e terminou com os autônomos nos principais noticiários.

História relembrada vamos ao ponto:

Quanto no governo de Getulio Vargas institui-se via CLT os sindicatos dos empregados a prerrogativa deu-se a criação dos sindicatos patronais onde em sua essência seriam as duas ferramentas básicas para se discutir as relações trabalhistas entre empregados e empregadores.

Com o passar dos tempos e a evolução natural das mais diversas situações os partícipes das entidades viram a necessidade de partirem rumo à política e aos políticos para algumas necessidades do dia a dia com relação a modificação de leis e adequação à modernidade, fato esse que com a participação de inúmeros sindicatos espalhados pelo país houve a possibilidade após varias audiências públicas a modificação e modernização da legislação trabalhista com a reforma que foi feita recentemente.

Nesta reforma inclusive uma das propostas dentro das novidades é a liberdade dos empregados e empregadores para filiação em sindicatos onde era obrigatório, com isso aqueles sindicatos que mantém serviços, informação, educação e outros atrativos a mais, perpetuarão em suas bases e com certeza serão referência.

Falando em filiação, podemos entender que uma forma mais simples ou menos complexa do que um sindicato que é regido baseado nas premissas da CLT, temos a possibilidade de associação civil onde existem varias representações que de forma organizada podem e devem representar junto aos órgãos públicos e privados das mais diversas localidades e interesses os seus associados em questões inerentes ao dia a dia.

Uma associação civil com um bom regimento e um bom estatuto pode e deve representar seus associados e refletir a vontade da maioria por seus representantes nos mais diversos assuntos relacionados à categoria a qual ele representa, dentre eles a política e seus interesses.

Isto posto em nossa atual estrutura de representação podemos entender que no que reflete a parte trabalhista em sua essência temos os sindicatos para nos representar e no que diz respeito a todos os outros assuntos temos as associações para nos representar.

Portanto sugiro a quem não é associado ou filiado a um ou outro, que seja e cobre da entidade a qual se juntar as suas necessidades com relação aos temas a qual o dia a dia lhe cobrar por soluções. 

E assim representados de fato podemos, devemos e seremos ouvidos e saberemos onde iremos com nossos negócios e pessoas envolvidas em um mesmo ideal.