SUCESSÃO FAMILIAR

Responsável: Fernando Rabello Natal

Participei do Family Business nos dias 3 e 4 junho 2019 em Brasília - DF. Evento do SEST SENAT tinha o objetivo de integrar as gerações e falar abertamente de sucessão de empresas familiares.

Pudemos ouvir através de José Salibi Neto que nossos concorrentes não são mais somente do mesmo segmento. Um belo exemplo é de que o Uber concorre com as indústrias automobilísticas. As novas gerações tendem ao não adquirirem passivos imobilizados com um automóvel.

Mas o ponto alto estava em falar da alternância de gerações. As empresas familiares tem o grande enfoque nas pessoas e é este seu maior diferencial. É imprescindível que a geração seguinte perpetue esta essência.

Também escutamos da Mary Nicoliello falar de governança e inovação, e reafirmando que o Diferencial é o modo que cuida da riqueza capital e humano.

Trouxe um case da empresa Ouro e Prata onde através da Luana Fleck, 3ª geração, e reiterou a necessidade de alinhamento da bagagem histórica e inovação. Devemos respeitar os tempos e estórias e olhar o longo prazo.

Mais tarde vimos John Davis, ex-Harvard, e atualmente no MIT, mostrar os 3 círculos que se convergem. São eles:

Administradores x Acionistas x família.

Qualquer mudança ocorre interação entre eles.

Comentou que empresas familiares se saem melhor em todos os aspectos quando comparada com empresas não familiares. Os melhores resultados são porque geralmente o CEO, acionista familiar, conhece o negócio e pode planejar a longo prazo, além de tomar as decisões baseadas nos reflexos sobre as pessoas.

O foco, estabilidade, tradição e melhorias constantes trazem historicamente melhores resultados nas empresas familiares. Fomos lembrados que a propriedade da empresa é maior que o direito sucessório e que temos que colocar os chapéus de administrador, acionista ou família dependendo da ocasião, sendo imprescindível não misturar os personagens.

Exemplo, o patriarca deve vestir o chapéu certo na hora certa, juntamente com os demais vestindo o mesmo chapéu.

Algumas prerrogativas para sucesso são:

 Respeito

 Paciência

 Estrutura deve ser formal (regras, princípios)

 Empresa deve ser a essência condutora

 Acordos devem ser feitos sobre a tutela de acionistas sênior

Acionistas devem ser:

 Interessados no negócio

 Privar seus ganhos em detrimento do melhor para empresa

 Estar de acordo com seus dividendos

 Não causar conflitos


Para concluir, segundo Davis, a geração sênior deve conduzir o processo de transição para a próxima geração.